segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Reportagem

(Inacabada!)

Muitas escolas em que o ensino de música já ocorre apóiam-se em um abordagem construtivista, considerando o ensino da música uma linguagem própria e um meio de comunicação com o mundo externo.

Para saber como isso acontece na prática fomos conhecer o trabalho de uma professora de música do ensino fundamental I. Júlia Nogueira elabora trabalhos inusitados com seus alunos, buscando a criação por parte deles. Sua prática baseia-se em fazer uma releitura do que a criança já conhece, usando o corpo, que é o centro do universo musical, como instrumento.

Júlia procura sempre levar em conta as escolhas dos alunos em seu trabalho, tanto na escolha das músicas que irão trabalhar como no caminho percorrido. Ao final de cada ano ela realiza uma apresentação com suas turmas. Nessas apresentações fica evidente a linha de trabalho no decorrer dos quatro anos do ensino fundamental I.

Os alunos da 1ª série trabalham com a exploração do som, utilizando objetos como instrumento e seu corpo também. Na 2ª séria ela tenta direcionar essa exploração mostrando as crianças outras maneiras de organizar os sons (composições). No ano seguinte (3ª série) o ensino se torna mais sistemático e ela introduz a flauta como instrumento básico. No último ano a professora procura unir o que foi aprendido nos três anos anteriores, podendo mesclar diversas técnicas.

Com essa seqüência de trabalho, Júlia busca a exploração por parte das crianças, podendo essas serem protagonistas do próprio processo de conhecimento. Ela acredita que dessa forma as crianças se apropriam mais do que aprendem além de se interessarem mais pelas propostas.

Um comentário:

Mariana Stefanini disse...

coloquei umas figuras no meu blog!
beijos