quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Chega de Saudade
Com curadoria do artista Marcello Dantas e do videomaker Carlos Nader, a mostra foi marcada pela utilização de tecnologias avançadas na tentativa de buscar uma interatividade entre o visitante e os diversos elementos que compunham a exposição.
Esses elementos transcenderam a parte musical, trazendo ao público o contexto em que a bossa nova emergiu. Para tanto, foram criados alguns cenários representando lugares ícones desse movimento como a casa noturna “Beco das garrafas”, reconhecido como o templo inicial da bossa, a Praia de Copacabana, reproduzida com pó de mármore simulando areia se encontrando com o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas, além das imagens do mar carioca projetadas no teto da Oca ao som das canções da bossa nova executadas em uma vitrola.
A escolha do local para a exposição não poderia ter sido mais oportuna. A Oca foi projetada por Oscar Niemeyer, arquiteto que sempre projetou obras inovadoras e a frente de seu tempo, característica essa atribuída também aos artistas da bossa nova. Portanto, os dois elementos se uniam pelo caráter inovador, aliando sofisticação e simplicidade.
A linguagem cinematográfica foi um recurso muito utilizado por meio de exibições de documentários, com destaque a entrevistas de Nara Leão, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e também cenas inéditas do curta-metragem “Vinícius” de Miguel Faria Jr.
O destaque fica pela harmonia entre o tema proposto e a montagem da mostra de uma forma geral, o que envolveu o visitante não apenas por meio da música ou ainda por meio de imagens, mas também pelas sensações causadas. Sugeriu-se dessa forma um panorama virtual, porém simbolicamente muito palpável e rico em informações.
Resenha : O balão Vermelho (com acréscimo)
O que chama a atenção no enredo e na técnica é o fato de o balão ser um objeto animado: ele segue o menino, se esconde, brinca, foge, mas sempre retorna ao encontro do amigo. Essa amizade desperta a inveja e a incompreensão de crianças e adultos.
As imagens falam mais que as palavras. Nos 38 minutos de filme, os únicos diálogos são “Fica, balão!” e “Voe, balão!”. A belíssima e sensível fotografia registra a melancólica Paris da década de 50, dominada por tons pastéis, cinzas e marrons, que contrastam com o vermelho sempre brilhante do balão.
Vencedor do Oscar de melhor roteiro original, da Palma de Ouro em Cannes como melhor curta-metragem e do Prix Louis Delluc, todos em 1956, e do prêmio especial do Bafta Awards em 1957, o “Balão Vermelho” vem marcando época e continua encantando o público até os dias de hoje. Em 2007, o diretor Hou Hsiau-Hsien adaptou a história sob o título “A viagem do balão vermelho”, em referência ao filme de Lamorisse.
Com um enredo simples, que narra as idas e vindas do garoto a caminho da escola, esse filme nos faz refletir acerca do papel do imaginário infantil e seu poder de criar situações e assim afastar o que incomoda. A relação do menino com o balcão explicita isso de forma poética e encantadora.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
informações para resenha do filme "O balão vermelho"
-O menino do filme é filho do diretor
-O filme é de 1956.
-Foi relançados em São Paulo pela Pandora Filmes quase 50 anos depois de suas -premieres mundiais no Festival de Cannes.
-Prêmio Especial do Bafta Awards em 1957.
-Palma de Ouro em Cannes como melhor curta-metragem.
-Ganhador do Prix Louis Delluc em 1956.
-Grande Prêmio para médias do Festival de Cannes
-Oscar por Melhor Roteiro Original
-Vencer o prêmio de melhor filme educacional da década em 1968, concedido pela New York Film Critics.
-O filme tem 38 minutos
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Galeria Olido
Após passar por uma reforma, a Galeria Olido, situada no centro de São Paulo ganha novos ares sem perder as características originas da década de 50 e 60. Com a proposta de agregar diferentes tipos de artes, a Galeria possui sala de cinema, espetáculos musicais e dança, além de salões para exposições, salas de ensaio para grupos de dança e centros de informática e leitura.
Uma das principais atrações da galeria é o tradicional Cine Olido. A sala, que funciona desde 1957, passou por uma reforma na década de 80 e foi dividida em três ambientes que hoje são a sala Olido, o cine Olido e a sala Paissandu. O cinema possui programação especial, com mostras que privilegiam o cinema brasileiro.
A Sala Paissandu é destina a espetáculos de dança, a maioria dos espetáculos que são apresentados lá fazem parte do Programa de Fomento à
Dança realizado pela prefeitura. A galeria oferece também espaço para os ensaios dos espetáculos.
Na sala Olido ocorrem os espetáculos musicais que podem variam desde concertos de música clássica a apresentações de grupos hip-hop.
GALERIA OLIDO
Av. São João, 473, são Paulo –SP
(11) 3331-8399/3397-0171
www.galeriaolido.decsp.org
www.centrocultural.sp.gov.br
domingo, 7 de setembro de 2008
O balão vermelho
"O filho de Lamorisse, Pascal, é um garoto solitário nas ruas de Paris. Encontra um balão vermelho amarrado a um poste de iluminação. Ao "libertar" o balão de sua prisão, ganha sua estima e lealdade, e o bojudo amigo passa a seguí-lo por Paris, por bondes, escolas, becos e avenidas.
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"Os maravilhosos clássicos do cinema francês O BALÃO VERMELHO e O CAVALO BRANCO, de Albert Lamorisse, foram relançados em São Paulo pela Pandora Filmes quase 50 anos depois de suas premieres mundiais no Festival de Cannes.
O BALÃO VERMELHO (1956) é um conto mágico e maravilhoso sobre um garoto que encontra um balão vermelho preso num poste de iluminação, numa rua de Paris. Ao ser libertado, o balão passa a seguir o menino por todos os lugares, como um amigo inseparável, causando a admiração de todas as pessoas da vizinhança e a inveja das outras crianças.
A idéia é simples, mas encantadora. Há pouquíssimos diálogos na fita, sendo uma narrativa totalmente ancorada na imagem. É cinema puro, sem o suporte do código verbal. Apesar disso, o filme conquistou o Oscar de Melhor Roteiro em 1957, um caso inédito e único na história para um média-metragem (O filme tem 38 minutos) e uma fita, cujo único dialogo é “Fica Balão” ou “Voe Balão”
O filme ainda conquistou o Prêmio Especial do Bafta Awards em 1957, Palma de Ouro em Cannes como melhor curta-metragem e ganhador do Prix Louis Delluc em 1956. O BALÃO VERMELHO é um dos filmes que melhor retrata o encanto inerente da imaginário infantil." (http://spoilermovies.com/2008/07/02/o-balao-vermelho-o-cavalo-branco/)
