terça-feira, 18 de novembro de 2008

Reportagem

Propostas construtivistas no ensino de música

Irene de Aguiar Alonso


Para um ensino de música baseado na pedagogia construtivista, as aulas devem envolver participação e criação por parte das crianças. As crianças devem construir música, explorando os instrumentos e fazendo uma pesquisa sobre os sons e como eles se combinam.

O ensino de música na educação infantil, ensino fundamental e médio, tornou-se obrigatório com a aprovação da Lei Nº 11769 que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96). A lei determina que após 18 de agosto de 2008, data de sua publicação, as instituições de ensino terão 3 anos para incluir em seu currículo a disciplina de música.

Muitas escolas em que o ensino de música já ocorre apóiam-se em um abordagem construtivista, considerando o ensino da música uma linguagem própria e um meio de comunicação com o mundo externo.

Para saber como isso acontece na prática fomos conhecer o trabalho de uma professora de música do ensino fundamental I. Júlia Nogueira elabora trabalhos inusitados com seus alunos, buscando a criação por parte deles. Sua prática baseia-se em fazer uma releitura do que a criança já conhece, usando o corpo, que é o centro do universo musical, como instrumento.

Júlia procura sempre levar em conta as escolhas dos alunos em seu trabalho, tanto nas músicas que irão trabalhar como no caminho percorrido. Ao final de cada ano ela realiza uma apresentação com suas turmas. Nessas apresentações fica evidente a linha de trabalho no decorrer dos quatro anos do ensino fundamental I.

Os alunos da 1ª série trabalham com a exploração do som, utilizando objetos como instrumento e seu corpo também. Na 2ª séria ela tenta direcionar essa exploração mostrando as crianças outras maneiras de organizar os sons (composições). No ano seguinte (3ª série) o ensino se torna mais sistemático e ela introduz a flauta como instrumento básico. No último ano a professora procura unir o que foi aprendido nos três anos anteriores, podendo mesclar diversas técnicas.

Com essa seqüência de trabalho, Júlia busca a exploração por parte das crianças, podendo essas serem protagonistas do próprio processo de conhecimento. Ela acredita que dessa forma as crianças se apropriam mais do que aprendem além de se interessarem mais pelas propostas.

Teca Alencar de Brito, educadora musical e pianista de formação, também utiliza essa abordagem em seu trabalho. Em uma entrevista à revista Avisalá (no 15/ Julho de 2003) a professora defende a idéia de que no ensino da música o que importa é a criança, sujeito da experiência e não a música em si. Teça diz que “Ainda se propõe, na escola, uma música que não tem sentido para as crianças. O adulto, em geral, limita, molda e tolhe o tempo do exercício, da exploração, do gesto, da pesquisa pela criança, que é o caminho para ela chegar, inclusive a um conhecimento convencional e estruturado.”

A concepção das duas professoras são bem parecidas e as duas acreditam que, para realização desse trabalho, é essencial ser um bom observadora de crianças, podendo perceber como eles se expressam musicalmente e também o caminho que cada um percorre na construção do conhecimento.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Reportagem

(Inacabada!)

Muitas escolas em que o ensino de música já ocorre apóiam-se em um abordagem construtivista, considerando o ensino da música uma linguagem própria e um meio de comunicação com o mundo externo.

Para saber como isso acontece na prática fomos conhecer o trabalho de uma professora de música do ensino fundamental I. Júlia Nogueira elabora trabalhos inusitados com seus alunos, buscando a criação por parte deles. Sua prática baseia-se em fazer uma releitura do que a criança já conhece, usando o corpo, que é o centro do universo musical, como instrumento.

Júlia procura sempre levar em conta as escolhas dos alunos em seu trabalho, tanto na escolha das músicas que irão trabalhar como no caminho percorrido. Ao final de cada ano ela realiza uma apresentação com suas turmas. Nessas apresentações fica evidente a linha de trabalho no decorrer dos quatro anos do ensino fundamental I.

Os alunos da 1ª série trabalham com a exploração do som, utilizando objetos como instrumento e seu corpo também. Na 2ª séria ela tenta direcionar essa exploração mostrando as crianças outras maneiras de organizar os sons (composições). No ano seguinte (3ª série) o ensino se torna mais sistemático e ela introduz a flauta como instrumento básico. No último ano a professora procura unir o que foi aprendido nos três anos anteriores, podendo mesclar diversas técnicas.

Com essa seqüência de trabalho, Júlia busca a exploração por parte das crianças, podendo essas serem protagonistas do próprio processo de conhecimento. Ela acredita que dessa forma as crianças se apropriam mais do que aprendem além de se interessarem mais pelas propostas.